Nanã é reverenciada como a mais velha das Orixás das águas. Suas águas não correm — descansam. Nelas se assenta o lodo que, com o tempo, dá origem à vida.
É Orixá da sabedoria antiga, da paciência e do cuidado com o fim das coisas. Em muitas casas, é ela quem acolhe os que partem, com a serenidade de quem já viu muito.
Quem caminha com Nanã aprende a respeitar o tempo — o tempo da espera, do amadurecimento e da despedida.