Hoje reconheço que existem feridas dentro da minha família.
Algumas nasceram de palavras ditas com raiva. Outras cresceram no silêncio, na distância ou em expectativas que nunca foram compreendidas.
Que meu ORI me ajude a olhar para esses vínculos com verdade.
Que eu não use a reconciliação para esconder aquilo que precisa ser reconhecido. Que eu tenha humildade para pedir perdão quando causei dor e sabedoria para estabelecer limites quando o cuidado foi quebrado.
Nem toda relação será restaurada da mesma forma. Em alguns casos, aproximar será possível. Em outros, a paz talvez precise nascer de uma distância respeitosa.
Que eu não confunda perdão com esquecimento nem amor com a obrigação de aceitar tudo.
Hoje escolho dar um passo possível em direção à verdade, à reparação e à paz.
Que o Axé encontre caminhos de cuidado entre nós.