Orixás
Biblioteca Sagrada
Cada Orixá guarda um domínio da natureza e uma qualidade da vida.
Aquele que abre caminhos
Ogum
Orixá do ferro e do trabalho. Onde há mata fechada, Ogum caminha na frente.
Senhora das águas doces
Oxum
Orixá das águas que correm em cachoeiras e nascentes. Do afeto que não se impõe, mas permanece.
Mãe das águas salgadas
Iemanjá
Iemanjá é cultuada em muitas casas como Orixá do mar e do acolhimento. Nas tradições afro-brasileiras, sua imagem está associada à maternidade em sentido amplo: aquela que recebe, sustenta e devolve à areia apenas o que se pode carregar.
Pai da criação, senhor do branco e da paz
Oxalá
Oxalá é reverenciado em muitas casas como o mais velho dos Orixás, aquele associado à criação da vida e à brancura que envolve tudo o que nasce. Sua presença é lembrada como um sopro tranquilo, capaz de acalmar até as águas mais agitadas.
Senhor da justiça, do trovão e das pedreiras
Xangô
Xangô é lembrado como Orixá da justiça e do fogo. Nas tradições afro-brasileiras, sua voz ressoa no trovão e sua morada é a pedreira, onde o tempo esculpe firmeza.
Senhora dos ventos, dos raios e das transformações
Iansã
Iansã, também chamada Oyá em muitas casas, é a Orixá dos ventos, das tempestades e das grandes passagens. Onde ela sopra, o que estava parado se move.
Caçador das matas, senhor da fartura
Oxóssi
Oxóssi é reverenciado como caçador de uma flecha só — aquele que observa antes de agir e não desperdiça movimento. Sua morada são as matas, onde o alimento se colhe com respeito.
Senhor da terra, da cura e da compaixão
Omulu / Obaluaiê
Omulu, também chamado Obaluaiê em muitas tradições, é reverenciado como Orixá da terra, da doença e, sobretudo, da cura. Onde há dor, ele se ajoelha primeiro para escutar.
Anciã das águas paradas, senhora do tempo
Nanã
Nanã é reverenciada como a mais velha das Orixás das águas. Suas águas não correm — descansam. Nelas se assenta o lodo que, com o tempo, dá origem à vida.
Senhor das folhas e dos segredos da mata
Ossain
Ossain é reverenciado como guardião das folhas. Nas tradições afro-brasileiras, diz-se que sem folha não há axé — e são elas, pelas mãos de Ossain, que sustentam boa parte do que se faz nas casas.
O jovem das matas e das águas doces
Logunedé
Logunedé é reverenciado, em muitas casas, como filho de Oxóssi e Oxum. Dele herdou a mata do pai e as águas doces da mãe — e caminha por ambas sem escolher entre uma e outra.
Arco-íris que liga a terra ao céu
Oxumarê
Oxumarê é reverenciado como o Orixá do arco-íris, da serpente e do movimento contínuo entre a terra e o céu. Onde ele passa, o que estava dividido se reencontra.
Senhora do mistério e das águas discretas
Ewá
Ewá é reverenciada como Orixá do mistério, associada às águas discretas — riachos que atravessam a mata sem chamar atenção. Sua presença convida ao recolhimento.
Os gêmeos sagrados, alegria e infância
Ibeji
Ibeji são reverenciados como os Orixás gêmeos, associados à infância, à alegria e ao vínculo entre os que caminham juntos desde o começo.
Guardião dos caminhos e da comunicação
Exu
Exu é reverenciado, em muitas tradições, como o primeiro a ser saudado. É ele quem abre e fecha caminhos, quem leva e traz recados entre quem vive e quem sustenta a vida.
A árvore que guarda o tempo
Iroko
Iroko é reverenciado, em diversas tradições de matriz africana e afro-brasileira, como a presença sagrada que habita as grandes árvores centenárias — especialmente a gameleira. Associado ao tempo, à memória e à ancestralidade, Iroko é lembrado como aquele que testemunhou gerações passarem e que guarda, em suas raízes profundas, a sabedoria acumulada dos que vieram antes.